Querido Pai Natal

Aqui estou eu de novo. Fiquei a pensar e dado o pouco tempo que tens, decidi juntar umas coisinhas para te orientar na minha lista de presentes. Algumas coisas não estavam na lista original, mas é o que dá procurar, encontramos sempre coisas novas e giras. Assim até ficas com mais ideias, boa?



Querido Pai Natal

Estamos exatamente a meio para o grande dia e só agora é que eu te entrego a minha listinha de presentes. Por esta altura, já deves estar com dores tremendas nos pés de tanto percorrer esses centros comerciais fora para atender aos pedidos da criançada e dos adultos que, como eu, insistem em querer presentes nesta altura. Quero com isto dizer que percebo se não conseguires comprar-me tudo, mas a lista segue na mesma, que eu sou pessoa otimista. Ora cá vai:
  • Gostava muito que me arranjasses umas botas pretas de salto e cano alto. Eu até te ajudava, mas como ainda não vi nada que gostasse, deixo mesmo ao teu critério.
  • Luvas mas não daquelas "mágicas". Queria assim uma coisinha mais composta que eu já começo a ter alguma idade. Mas também não quero nada de pessoa idosa. Percebes, não percebes?
  • Golas. Pois é, eu sempre fui pessoa com frio, mas isto agora está um horror. E se há coisa que me sabe mesmo bem é ter coisas quentes e fofinhas à volta do pescoço.
  • Brincos. O que eu gosto de brincos! Vistosos, de preferência. Mas nada daqueles que parecem pompons de cortinado. Tenho a certeza que sabes do que estou a falar.
  • O livro de receitas da Filipa Gomes.
  • Difusor de cheiros da Rituals. Não há "pauzinhos" que cheirem melhor e toda a casa deve cheirar bem.
  • Uma mala. Assim mais propriamente a Furla Metropolis azul Navy. Eu sei, é um escândalo de preço, mas uma vez não são vezes e toda à gente sabe que o Natal não é quando uma pessoa quer, mas sim em Dezembro.

E É Já Daqui A Um Mês

Falta muito pouco para o dia mais atarefado e para a noite mais feliz do ano. A véspera de Natal! Por esta altura já costumo estar mais despachada mas este ano, não sei bem o que me deu, mas ainda só comprei quatro lembranças (são mesmo só miminhos) e apenas dois é que estão embrulhados. Também me ando a conter para não comprar montes de decoração de Natal embora precise de uma segunda coroa e uma grinalda. Mas como ainda não vi nada do que queria, arrisco-me a chegar ao fim da época sem a segunda porta da rua decorada e um corrimão das escadas sem graça.

E entretanto hoje é a Black Friday! Aposto que houve gente que meteu o dia de férias (ou de doença) para ir às compras. Ainda por cima está de chuva, há lá coisa melhor que ir para dentro de um centro comercial (começo a sentir alguma inveja...). E embora os descontos aplicados não sejam a sétima maravilha do consumismo, qualquer poupança nesta altura é bem vinda. Eu ainda estou a ponderar dar um saltinho às lojas no final do dia, mas não sei se não me vou sentir numa feira onde passou um furacão. 

Por falar em centro comercial, aconselho uma ida às Amoreiras. Está tão bonito, tão cosy, tão Natal pipi, que é um gosto andar por lá só a passear (e a ver as montras das lojas onde nem com Black Friday o preço é amigável). Sinceramente, até para tomar um simples café é um sítio ótimo, há espaços tão bonitos e confortáveis que é fácil esquecermos-nos que estamos num centro comercial.


Não Vale A Pena Fugir Do Que Gostamos Mesmo

Quando se gosta de uma coisa a sério, volta na volta, vamos sempre esbarrar com ela. É certinho. E quando isso acontece, ficamos a remoer, a remoer e das duas uma, ou atiramos-nos de cabeça, ou voltamos a fugir até ao próximo encontro. E isto aplica-se a tudo, do amor a coisas tão básicas como um par de sapatos. Comigo foi com um carro (cada um com a sua maluquice). Há anos, já nem sei quantos, que o andava a namorar. Gostava muito de o ter mas o sacana era caro. E foram-se metendo outras coisas e o tempo foi passando. Mas quando o tema era carros, era sempre naquele que eu pensava. Claro que havia (e há) melhores, todos com um preço mais estúpido, mas fora isso, aquele é que era a minha cara, aquele que imaginava para mim. O ano passado, por volta desta altura, decidi chegar-me à frente, fui ao stand, fiz um test-drive, choraminguei por descontos e no final, ficou tudo na mesma. Por casmurrice (e princípios financeiros) não o comprei por 3000€. Depois apareceu a casa nova e mentalizei-me que o tema "carro novo" estava morto e enterrado. Só que não. A vida é tramada e na rua da casa nova há um vizinho que tem "o" carro. Juro que fiquei pa morrer. "Não é justo, não é justo, não é justo!", pensei para mim. Quase todos os dias ali estava o carro do vizinho a moer-me o juízo, tal e qual uma pedrinha no sapato. Rendi-me e fui novamente procurar "o" carro, só que em vez de novo, usado. E achei. Não é exatamente como eu o escolheria se fosse novo, mas às vezes não podemos ser picuinhas. Amanhã, se a seguradora colaborar, a minha história "carro novo" termina e com um final feliz. 

Moral da história: Quando é para acontecer, acontece mesmo. E se é para nos fazer feliz, que aconteça rápido. Não vale a pena complicar. Parece uma sequência de frases feitas, mas é assim mesmo. E já o Pharrell Williams dizia:


Cinco Anos de Cadela Rafeira

Faz hoje, mais coisa menos coisa, cinco anos que a Milka nasceu. Mal ela sabia a vidinha de luxo que ia ter. Verdade é que se não fosse o meu pai, provavelmente, a Milka já não existia. E se não fosse a minha mãe, eu não sabia da existência dela. E se não fosse eu, o dono não tinha sido convencido. E se não fossemos nós todos, Dona Milka estava bem tramada. Por isso, minha menina, tens muito que agradecer.

Mas a minha vida sem ti, não era a mesma coisa. Gritava menos, não entupia o aspirador com pêlo, não atirava bolas até à exaustão, não era obrigada a dar passeios quando não me apetece nadinha, essas coisas. Mas se não fosses tu, o meu regresso a casa não tinha alegria, não sentia aquele calorzinho bom quando te encostas a mim, não recebia beijos com cheiro a peixe, não tinha esses olhos melosos para me derreter. Parabéns, meu amor!

 

Quase Não Fiz Nada

Sábado:
  • Acordei às 8h da manhã
  • Tomei o pequeno-almoço
  • Fiz uma máquina de roupa
  • Fui passear a Milka
  • Lavei o chão do jardim
  • Plantei plantas novas num canteeiro
  • Fui ao veterinário com a Milka
  • Almocei restos
  • Fiz uma máquina de roupa com as camas, mantas e brinquedos da Milka
  • Fui arranjar os pés
  • Aspirei a casa
  • Fui passear novamente a Milka
Domingo:
  • Acordei às 7h30m
  • Tomei o pequeno-almoço
  • Fiz uma máquina de roupa
  • Fui passear a Milka
  • Fui ao Alegro comprar a prenda de anos da mãe
  • Fui ao Jumbo comprar cenas
  • Fui ao Leroy Merlin comprar floreiras e devolver um candeeiro
  • Fui ao Ikea comprar outras cenas
  • Fui para casa fazer mais jardinagem
  • Fui passear novamente a Milka
  • Fui ao supermercado
  • Arranjei as unhas das mãos 

Ainda bem que é segunda!

Hippotrip

Sem ideias para o fim de semana? Tem cá os primos do norte e não sabe onde os levar? Vive há 20 anos em Lisboa e não conhece nada? Pois bem, a resposta é só uma: Hippotrip!

Passear pela cidade já é bonito mas poder andar no rio e ver os nossos monumentos numa perspetiva só possível dentro de água, é a grande mais valia deste passeio. E eu, que até sou pessoa para enjoar um bocado, adorei! A entrada dentro de água é top, parece uma daquelas diversões aquáticas com gritinhos e salpicos à mistura. Depois passa e é só desfrutar da calmaria do nosso Tejo.

A primeira coisa a fazer é reservar com antecedência. Depois é levar um casaquinho e um elástico para o cabelo (mesmo). O passeio pode começar em terra ou na água, mas seja qual for o trajeto escolhido, não vai faltar diversão porque se há outra caraterística boa no Hippotrip é o guia. Puto novo, boa pinta e muito, muito divertido. Entre coisas que inventa, verdades e mistérios, ficamos a conhecer um bocadinho mais de Lisboa. E que bonita que é a nossa cidade. Vale mesmo a pena o passeio.